DVD Michael Jackson: Moonwalker

9 07 2009

Após a morte do astro do pop Michael Jackson aos seus 51 anos pegar todo o mundo de surpresa quem detém direitos sobre os produtos do cantor é hora de faturar. Seus Cd´s voltaram a vender e estoques foram acabados.

Como o mercado de vídeo nao podia ficar de fora a Warner Home Entertainment resolveu relançar o filme Moonwalker, leia a sinopse:

capa do dvd lançado pela WarnerHeroi extraterrestre vem a terra ajudar três crianças a combater o vilão Mr. Big e seu exército de drogados. Michael Jackson interpreta seus maiores sucessos e coreografias. O filme começa com o vídeo “Man in the Mirror” e depois parte para uma edição de videoclipes da carreira de Michael. Depois vem uma paródia de “Bad” interpretada por crianças e então em uma seqüência Michael é perseguido por fãs, entre os vídeos estão “Smooth Criminal” e “Come Together”.

O DVD está em pré-venda para o dia 16/07 pelo preço sugerido de R$29,90, disponível em idioma inglês com legendas em inglês e português. Trata-se mais de um “filme divulgação” de clips do astro, mas para os fãs uma preciosidade.





Atualizações chegando!

4 07 2009

Nosso Blog tirou férias. Aguardem que até meados de Julho teremos uma posição de como ficará o andamento de nossas publicações!

Agradeço a preocupação de todos com relação à minha ausência neste espaço.

Abraços!





Recrutamento de Editores

1 06 2009

Ultrapassamos a marca de 174.000 leitores. Nosso espaço tem sido cada vez mais reconhecido, porém, a falta de tempo tomou conta. O trabalho árduo e o estudo não me deixam mais a mercê de tempo para me dedicar em pesquisar sobre os títulos e divulgá-los aqui.

Por isso, estou abrindo hoje espaço á todos que queiram participar enviando MATÉRIAS no estilo Jornalístico ao Blog. Em que isto consiste? Antigamente, o ‘Guia da Vídeo Locadora’ tinha um engajamento mais crítico, mas há tempos retomamos o caráter informativo, que se adequa melhor às necessidades do nosso mercado. Visando este quadro, todos que quiserem contribuir com textos podem enviar os mesmos para o endereço guiadavideolocadora@hotmail.com.

Os textos serão lidos, analisados e publicados aqui com os devidos créditos. Tal ato pode tornar nosso espaço ainda mais democrático. Mas lembrando: propagandas, vendas, insultos devem ser poupados. Vale mais indicar um bom filme, criticar outro, falar sobre curiosidades, sobre novidades de mercado, promoções feitas em sua região, dar depoimentos de sucesso em sua loja, ajudar os colegas do que apenas criticar. O que o mercado precisa são de pessoas que possam AJUDAR. Lembrem-se disto.

Para esclarecer ainda mais, providenciarei publicar o post INDISPENSÁVEIS e DECEPCIONANTES o mais rápido possível a fim de tentar ajudar aos colegas. A grade de lançamentos de Julho já foi liberada, mas meu tempo em assistir aos filmes do mês está cada vez menor.

Agradeço ainda a visita de todos e o carinho. E conto com a participação de vocês para que este espaço não acabe. Um Abraço!





‘Filme B’ publica EXCELENTE matéria sobre Home Vídeo

21 05 2009

“A crise do mercado de homevideo no Brasil antecedeu, e muito, a crise financeira que vem deixando o mundo irrequieto desde o fim do ano passado. Entre 2006 e 2008, o número total de DVDs vendidos no país caiu cerca de 14% (de 28,7 milhões para 24,7 milhões). Desse total, a venda para locadoras teve uma queda bem mais acentuada, de 8,5 milhões de unidades para 4,6 milhões – ou seja, 45%. Quais as razões para queda tão abrupta? E que efeitos esse encolhimento pode ter sobre o mercado cinematográfico, uma vez que as mais fortes distribuidoras independentes do cinema atuam também no mercado de DVDs, e cerca de 70% dos valores do artigo 3º da Lei do Audiovisual vêm das receitas (inclsive das majors) do homevideo?

Para responder a essas perguntas é preciso, em primeiro lugar, admitir que a pirataria, apesar de ter interferido diretamente nesse quadro, não riscou a curva descendente sozinha. Outros fatores concorreram para a crise que reduziu o mercado a patamares semelhantes aos de uma década atrás.

Ao contrário do que acontece em boa parte dos países, o mercado brasileiro de homevideo sempre esteve assentado na locação, enquanto na Europa e nos EUA a venda direta ao consumidor (sell-thru) é a base do negócio. A crise brasileira tem suas origens, portanto, na queda das vendas para locadoras. Hoje, segundo a União Brasileira de Vídeo (UBV), há cerca de oito mil locadoras no país. Entre 2003 e 2005, havia 12 mil. Pelos cálculos da presidente da UBV, Tânia Lima, a pirataria domina 60% do mercado.

Num ambiente em que a locação respondia por pelo menos 70% do mercado, a entrada dos grandes varejistas no jogo foi, na visão de muita gente, um golpe e tanto. “A venda canibalizou a locação mais rápido do que poderíamos imaginar”, diz Wilson Cabral, diretor da Sony Home Entertainment. “As videolocadoras perderam o timing da venda. As distribuidoras, por sua vez, também não foram atrás do varejista, o varejo é que procurou as empresas. O sell-thru entrou com preços muitos baixos e, com isso, o próprio consumidor perdeu o referencial. Houve uma banalização do produto.” Maior comprador de DVDs do Brasil, as Lojas Americanas repetiram o que foi feito na época áurea do CD, passando a trabalhar com preços baixíssimos e aderindo aos grandes cestos onde os produtos são “pescados” pelo consumidor. Ao adquirir as 127 lojas da Blockbuster, em 2007, as Americanas reduziram o espaço físico para locação e acabaram por desvalorizar a relação do consumidor com o aluguel.

Na opinião de Fred Botelho, dono da 2001 Vídeo – rede especializada que possui lojas em bairros nobres de São Paulo –, ao temerem o varejo, as locadoras criaram uma armadilha para o próprio negócio. “Elas vendiam sorvete, cartão de celular, tudo, menos filmes. Os donos de locadoras sempre tiveram medo de que a venda atrapalhasse a locação, o que foi um erro. As vendas representam metade do meu faturamento.”

Botelho assegura que na 2001 Vídeo não há crise. Logicamente, a rede herdou parte dos clientes da Blockbuster depois que esta foi vendida, mas não se trata só disso. “O que aconteceu, entre 2003 e 2006, é que o mercado cresceu demais. Isso tinha acontecido já na época do VHS, quando todo mundo vendia seu carro, pegava o FGTS e abria uma locadora”.

Uma “coincidência de fatores” levou ao encolhimento do mercado, segundo Fred Botelho. “O DVD, quando surgiu, virou um objeto de desejo, era sinal de status, de cultura. As pessoas compravam compulsivamente. Isso passou. No caso das locadoras, talvez esteja havendo apenas uma readequação. Isso, claro, sem falar em internet, pirataria. Mas havia um excesso de locadoras.”

Quem partilha dessa opinião é Stella Natale, responsável pela área de DVDs da Imovision, distribuidora independente voltada para o segmento de arte. “Pegaram a pirataria para cristo, mas a verdade é que esse mercado viveu uma temporada de excessos. Houve uma espécie de bolha. Alguns representantes comerciais chegaram a ganhar R$ 30 mil de comissão em apenas um mês”, diz Estela.

Cabe notar que, por mais que vendam para o varejo, as distribuidoras jamais terão a mesma margem de lucro. Enquanto uma peça sai por R$ 90 para as locadoras, no sell-thru, em média, esse valor cai para aproximadamente R$ 20. “Como o mercado vem caindo, reduzimos os preços para o varejo porque eles vendem em escala. Trabalhamos hoje com um preço 40% menor que há três anos”, confirma Wilson Feitosa, da Europa. “Todos nós baixamos as tiragens também. Vendíamos 70 mil cópias; hoje, não passamos de 30 mil.”

A queda na venda de DVDs de filmes brasileiros é um bom exemplo do redimensionamento do mercado. Campeão de público entre os filmes nacionais em 2008, com mais de dois milhões de espectadores, Meu nome não é Johnny vendeu apenas 48 mil discos – sendo 18 mil para locadoras e 30 mil em sell thru. Para se ter uma idéia, Dois filhos de Francisco, em 2005, vendeu 485 mil cópias.

Em março deste ano, em compensação, Bezerra de Menezes – O diário de um espírito, apresentou números surpreendentes, com 31 mil unidades vendidas em apenas 20 dias. Mas trata-se de um filme de tema espírita, com um nicho específico. Para as distribuidoras, sobretudo as independentes, a nova equação do vídeo tem se mostrado delicada. “A queda na locação tem um impacto muito grande”, diz Eusébio Munhoz Junior, diretor comercial da Califórnia Filmes. “Quando lanço um filme, já paguei por ele, por isso dependo do retorno para pagar o que investi. Com a queda do faturamento e a desvalorização da moeda, estamos com uma operação difícil.” Situação semelhante vive a Videofilmes, que trabalha com títulos de viés autoral e muitas produções européias. “O último ano foi muito duro. Paramos de comprar filmes comerciais porque são muito caros e, sem o retorno do DVD, é muito difícil que se paguem”, revela Luiz Bretz, diretor da empresa. “Faz uns dez meses que decidimos parar de comprar para ver o que acontece no mercado.” Bretz observa que, em geral, as empresas compram os direitos para todas as mídias, já sabendo que é no cinema que está o maior risco, e, no vídeo, a chance de recuperação. “Sem o amortecimento do vídeo, todos ficam cautelosos”, aposta.

CINEMA ALTERNATIVO PODERÁ SOFRER MAIS

Para Bretz, não há dúvida de que a crise do mercado de homevideo atingirá, em breve, os lançamentos em cinema. Ele acredita que o cinema alternativo, que em geral chega pelas mãos das distribuidoras independentes, deverá sofrer mais. “Pode até ser que isso não tenha acontecido ainda, porque as compras são feitas antecipadamente. Mas sei, por exemplo, que não vale a pena lançar pequenos filmes europeus em DVD. Isso significa, consequentemente, que esses filmes também não devem chegar nos cinemas.” A Videofilmes lançava um filme europeu por mês. Agora, lança um a cada três meses.

Bretz afirma que metade do problema está na pirataria e outra metade na concorrência pelo tempo das pessoas, cada vez mais absorvidas pela internet e variadas formas de entretenimento doméstico. De acordo com ele, o mercado norte-americano produzia, há uma década, cerca de 500 filmes por ano. Com o DVD e a tevê a cabo, esse número saltou para mil. “Mas, com a queda do mercado de vídeo, não haverá recursos para fazer filmes na quantidade de antes.”

Outro risco é que se opte, cada vez mais, pelo lançamento direto no vídeo, já que, como todos sabem, colocar um filme no circuito exibidor tem um custo nada desprezível. Cabral, da Sony, pondera que essa conta é altamente variável, mas exemplifica: “Às vezes, um filme como Punisher – War Zone, lançado direto em vídeo (com o título O Justiceiro em Zona de guerra), dá muito mais lucro para a companhia porque não teve os custos do lançamento em cinema”.

A Califórnia lançará O amante (The Other Man), de Richard Eyre, com Liam Neeson e Antonio Banderas, direto no vídeo. A Europa, por sua vez, recuou nos lançamentos de blockbusters. “Para um filme ir bem no vídeo, ele precisa ter ação, um elenco conhecido e, em geral, essas aquisições são muito caras. Como o mercado está complicado, é difícil apostar no retorno disso”, explica Feitosa.

Munhoz, da Califórnia, diz ainda que, devido à redução do espaço nas locadoras, o próprio lançamento em vídeo tem de ser cada vez mais bem pensado. “Temos que oferecer um produto grande, um produto que elas não tenham como recusar.” Ele cita como exemplo As duas faces da lei, com Al Pacino e Robert de Niro, o filme mais alugado no Brasil em janeiro. “Estamos buscando filmes de primeira grandeza.”

ARRECADAÇÃO DO ARTIGO 3º JÁ CAIU

Um dos efeitos preocupantes da queda de faturamento no Brasil diz respeito à utilização do Artigo 3º da Lei do Audiovisual, que permite às majors e às distribuidoras independentes que remetem royalties para o exterior a aplicar parte do imposto sobre as remessas em produções nacionais. Os números de 2008 ainda não haviam sido fechados pela Ancine até o fim de março, mas de 2006 para 2007 a arrecadação geral do Artigo 3º já havia caído 30%. Segundo Cabral, em 2005, 70% do que a Sony investiu em cinema brasileiro, via Artigo 3º, vinha do vídeo. Em 2006, 60%. “Para simplificar, é possível dizer que, para cada real vindo do cinema, são colocados R$ 2 do vídeo. Não tenho dúvida de que o investimento diminuirá”. Luiz Bretz tem outra conta feita na ponta do lápis. “Como o mercado caiu cerca de 50%, se você conseguia R$ 50 milhões por ano, conseguirá metade disso, o que significa uma perda de dez filmes brasileiros fortes por ano”.

Os riscos da crise, como se vê, não são poucos. E quais seriam as saídas? A indústria responde, em coro, que o pó de pirlimpimpim é o Blu-ray. O ponto de interrogação surge, porém, quando se sabe que, para aproveitar a alta definição do novo formato, é preciso não só um novo aparelho, mas também uma TV adequada. Em compensação, ao contrário do que aconteceu com o VHS, o Blu-ray reproduz também o DVD normal – portanto, o consumidor não precisará repor sua filmoteca imediatamente. “Já passei por todas as mudanças de formato, desde a indústria fonográfica. Num primeiro momento, sempre se põe em dúvida a mudança na base de aparelhos”, diz Cabral. “O que tem acontecido é que a tecnologia é cada vez mais veloz. O VHS durou 23 anos. O DVD, uns dez. Vamos ver o que acontecerá com o Blu-ray. Mas que ele virá, virá.”

Fred Botelho tinha a idéia de começar a alugar Blu-Ray no primeiro semestre deste ano, mas, simplesmente, isso não aconteceu. “Os clientes não têm demonstrado interesse. E eu achava que, pelo público que frequenta a 2001, seria a primeira porta onde deveriam bater.”

CERCA DE 200 TÍTULOS FORAM LANÇADOS EM BLU-RAY

Ainda assim, a exemplo do que acontece com a Sony, as outras majors, como Fox e Warner, apostam muitas fichas no novo formato que, em 2008, teve 202 títulos lançados e vendeu 93 mil unidades. “Mas era o começo. Em 2009, isso já mudará”, aposta Cabral. Mesmo com a crise econômica? “Em tese, a crise pode dificultar a aquisição de equipamentos por parte da população. Por outro lado, todos dizem que, em época de crise, o homevideo cresce.”

Outro investimento da indústria é no chamado entretenimento doméstico – que não depende apenas dos filmes. A Warner, por exemplo, registrou, de 2007 para 2008, um crescimento de 38% no número de unidades vendidas de séries de tevê e, cada vez mais apostará em games e download.

“A Warner deixou de se chamar Homevideo para virar Home Entertainment. Estamos interessados em todo o entretenimento doméstico”, pontua o diretor de marketing Rodrigo Drysdale. Ele lembra que, em 2008, o mundo vendeu US$ 26 bilhões em DVD e US$ 32 bilhões em games. A empresa começará este ano a disponibilizar filmes para download.

Wilson Zaveri, diretor comercial da PlayArte, duvida que a integração entre vídeo e internet ocorra tão cedo. “Deve demorar ainda uns quatro anos para que isso tenha um volume expressivo. O Brasil é muito carente no que diz respeito à banda larga”.

A despeito do cenário cheio de nuvens, quem está há tempos no mercado aposta que esta crise, como outras, será superada. “O mercado de videolocadoras sempre viveu de altos e baixos”, resume Munhoz.

Recentemente reunidos no Mip-TV, profissionais da área afirmaram ser difícil prever o futuro do mercado de homevideo. No Brasil, tendo em vista o cenário atual, é provável que o DVD ganhe uma sobrevida, pois a crise financeira deve atrasar a implantação do Blu-ray e a chegada maciça da banda larga. Daí em diante, tentar adivinhar a rapidez e o alcance da convergência seria apenas um exercício de futurologia. Enquanto isso, o DVD busca maneiras de se reposicionar no mercado, como está acontecendo nos Estados Unidos, onde as locadoras estão oferecendo superpromoções e as distribuidoras investindo em estratégias de preço e marketing. ”

Fonte:http://www.filmeb.com.br/portal/html/materia10.php





PRISON BREAK 4ª TEMPORADA

21 05 2009

A Fox anunciou hoje o lançamento do BOX de ‘Prison Break’, a 4ª Temporada Completa. Curiosamente, não há maiores explicações de como será dividido os episódios em CD’s, se serão muitos ou poucos etc. Mas o preço assustou muitos empresários. O mais caro BOX de Série de TV já lançado no Brasil. O valor anunciado foi de:

R$237,50

Espantado com a notícia, dirigi um E-mail à Assessoria questionando o preço, ainda não obtive retorno, e como vem acontecendo com a Fox, devo continuar ser resposta. O lançamento deste Box foleado à Ouro está com data de entrega para o dia 15 de Julho. Coitado de quem comprar !
Certamente junto com o anúncio deste valor, deveriam ter sido divulgados Informações Técnicas do Lançamento. Parece até que o Box virá com as três Temporadas anteriores, de tão caro. Lembrando que o preço médio de boas séries de TV com até 7 discos não ultrapassa R$139,90.

Em Julho, o restante do pacote da Fox inclui os lançamentos:  ‘A Pantera Cor de Rosa 2’, ‘Um Passo da Escuridão’ e ‘Tudo Azul’. Vamos aguardar mais notícias e divulgação das artes promocionais das capas.





Em Belo Horizonte..

19 05 2009

clip_image002





Bem Vindo à Era PÓS-DVD

15 05 2009

LEIAM COM ATENÇÃO O TEXTO ABAIXO. ELE SE TRATA DO FUTURO DE TODOS NÓS VÍDEO LOCADORES. EM ESPECIAL DESTACAMOS OS TRECHOS QUE ESTÃO EM NEGRITOS PARA SEREM PENSADOS.

Revista EXAME –

‘No início de abril, o filme Crepúsculo chegou às videolocadoras. Bárbara Alessi, de 14 anos, correu para alugar o DVD na maior loja de aluguel de filmes de Concórdia, no extremo oeste de Santa Catarina. Não conseguiu. Teve de enfrentar uma fila de espera de uma semana e meia, que já estava organizada antes mesmo da chegada do disco à cidade. A Cine Vídeo, locadora da qual Bárbara é cliente, comprou dez cópias do filme e nem assim conseguiu evitar as filas. Casos como esse se repetem semanalmente na maioria das 8 000 videolocadoras do país. Afinal de contas a quantidade de DVDs disponíveis para aluguel é limitada. Ou melhor, era. A entrega digital de filmes, que já começa a ganhar corpo nos grandes mercados do exterior, chega ao Brasil neste mês. A varejista Saraiva, dona do terceiro maior site de comércio eletrônico do país, está abrindo uma loja de downloads de filmes. Batizado de Saraiva Digital, o serviço é o primeiro no país a oferecer aluguel ou compra de filmes sob demanda. Com um computador e uma conexão de banda larga, será possível assistir a lançamentos, títulos de catálogo e programas de TV sem precisar ir até a locadora – ou à banca dos camelôs que vendem cópias piratas. O formato MP3 e os downloads legais (e também os ilegais) transformaram para sempre a indústria da música. Agora, o mesmo fenômeno começa a acontecer com os programas de televisão e o cinema. A indústria cinematográfica, um negócio que hoje movimenta 62 bilhões de dólares no mundo, está prestes a vivenciar a maior transformação desde o fim do cinema mudo.

A entrega digital de filmes tem vantagens óbvias sobre os discos. A maior delas é a comodidade. Não é preciso sair de casa nem se preocupar com filmes indisponíveis. Outra diferença fundamental dos serviços de download é o acervo. Por problemas de espaço, uma locadora de médio porte tem a qualquer momento em seu acervo uma média de 4 000 filmes. Num serviço digital, esse limite obviamente deixa de existir. A Saraiva Digital estreia com 700 títulos, mas o plano é crescer a coleção rapidamente para atingir 10 000 títulos em catálogo até o fim do ano. Há também a questão da distribuição geográfica. Embora haja locadoras nos mais remotos cantos do país (muitas vezes alugando filmes piratas), com a internet, a distância deixa de ser um obstáculo para a distribuição de filmes. Finalmente, existe a questão da variedade. Em geral, uma locadora mantém nas prateleiras somente os hits que têm mais procura. Quem está interessado em obras menos conhecidas tem de contar com a sorte – e olhe lá.

Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de serviços de downloads de filmes em operação, o mercado de venda e aluguel de filmes online movimentou 620 milhões de dólares no ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado Screen Digest. Esse número deve triplicar até 2012. Ainda é pouco diante dos 5,5 bilhões do mercado tradicional, mas é o segmento da indústria que mais cresce. O mundo da distribuição digital também é palco das maiores mudanças no tradicional jogo de forças do setor. Considere o caso da indústria da música. Lançada em abril de 2003, a loja virtual iTunes, da Apple, levou menos de seis anos para passar o Wal-Mart e tornar-se a maior vendedora de música dos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, a Apple respondia por 19% das vendas de música no mercado americano, segundo o instituto de pesquisas NPD Group. Além de músicas, a Apple vende filmes e séries de TV e enfrenta a concorrência de empresas como a locadora Netflix, que entrega os DVDs pelo correio e agora tem a opção dos downloads, e a gigante do comércio eletrônico Amazon, com 40 000 títulos à disposição do usuário.

A Saraiva Digital é uma experiência pioneira, e a empresa não se arrisca a fazer previsões sobre o tamanho do mercado. Hoje, só 18% das residências brasileiras têm acesso à internet, e menos da metade dos assinantes conta com uma conexão rápida o suficiente para baixar filmes. Mas a ideia é olhar para o futuro, segundo Marcílio D’Amico Pousada, presidente da Livraria Saraiva, responsável pela iniciativa digital da empresa. “Sabemos que as pessoas vão comprar mais mídias digitais e queremos ser pioneiros nesse modelo que vai fazer parte da vida das pessoas”, diz Pousada. “Temos 95 anos de vida e sempre sobrevivemos antecipando as necessidades dos clientes.” EXAME acompanhou de perto os meses finais da montagem do serviço. Um dos maiores obstáculos foi vencer a burocrática liberação dos grandes estúdios. Inicialmente, apenas Warner Bros e Paramount Pictures farão parte do catálogo, além de distribuidoras independentes. (Com a Apple, a história foi parecida, e em menos de um ano todos os grandes estavam a bordo.) Para fazer marketing, a Saraiva pretende aproveitar a circulação de seu site, que tem 1 milhão de clientes ativos e processa 12 000 pedidos por dia. A empresa escolheu a tecnologia da Microsoft para a codificação e a segurança dos arquivos, e a loja virtual e o sistema de entrega foram desenvolvidos pela Truetech, uma companhia brasileira especializada em vídeos online.

O maior concorrente dos serviços online, não apenas da Saraiva mas em todo o mundo, ainda é o tempo. Embora as conexões de banda larga estejam se tornando o padrão, o meio físico ainda deve ter uma longa sobrevida. “Estimamos mais cinco ou dez anos de crescimento até que o vídeo online sob demanda se torne o líder de vendas”, afirma o vice-presidente de comunicação corporativa da americana Netflix, Steve Swasey. Além dos DVDs atuais, os estúdios de cinema começaram a lançar seus títulos de catálogos no formato Blu-ray, que oferece imagens em alta definição. Mas, apesar da vitória na guerra com o padrão HD-DVD, o Blu-ray pode se tornar um mercado comparativamente pequeno. Existem vários indícios de que o consumidor médio abre mão da qualidade da imagem em nome de um acervo vasto e de acesso imediato. Na cola da Saraiva, outras empresas, como Blockbuster Online, NetMovies e Virtus, já têm planos de lançar ofertas semelhantes. As locadoras de pequeno porte, que já sofreram um golpe com a chegada da rede Blockbuster ao país nos anos 90 (agora parte do grupo B2W), vão ter um novo concorrente, invisível e com espaço infinito nas prateleiras. Mais uma vez, o sucesso da venda de músicas digitais serve de exemplo: tecnicamente, a qualidade do áudio de um CD é superior à de um MP3 – mas as lojas especializadas em música continuam fechando as portas em todo o mundo. Bem-vindo à era pós-DVD.’

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0943/tecnologia/fantastica-fabrica-downloads-469847.html

Bacana né? Pois então. Ao apenas ler a matéria, eu confesso que me assustei pela rapidez com que o processo se deu. Porém, ao entrar no site da tal Saraiva e conferir a novidade, que realmente irá chamar a atenção de muitos, eu me deparei com uma realidade fora dos padrões brasileiros. Por quê afinal a pirataria reina neste país pobre, porém, capitalista. É meio óbvio não? Um país pobre mas consumista deixa para trás qualquer preceito legal de compra e aquisição de bens de consumo. É por isso que até mesmo no Senado, há homens fraudulentos que desrespeitam a honestidade e sua própria honra e roubam os cofres públicos em que estão guardados nosso valioso ICMS retirado de cada cópia de DVD.

Pois bem, se o país quer comprar muito mas não tem dinheiro, então ele dá o jeitinho brasileiro de continuar comprando muito mas gastando pouquinho. É por isso que os shoppings populares vivem lotados, enquanto os shoppings de elite sobram vagas nos estacionamentos e corredores. Já foram no cinema IMAX ? Mais de 60% dos lugares vazios, e a maioria dos ocupantes são gringos que estão de passagem e não querem perder a oportunidade de experimentar algo novo e diferente. Já foram nas salas CINEMARK? Enche sim, quando é dia de promoção, ou até mesmo a maior lotação da sala é composta de estudantes, e mesmo assim, pagar R$17,50 é meio puxado não? Aqui em BH o point são os Shoppings populares com TV’s de Plasma 32 custando R$1.999 e grandes bancas com excelentes acervos de filmes copiados. O que você prefere? Ter uma TV FULL HD em na sala e ver seus filmes que custam r$2,50 cada de mesma qualidade que o Original em seu sofá, ou gastar quase R$100,00 por cada passeio que der com seus 2 filhos ao shopping para ver ‘Madagascar 2’?

Opiniões a parte, vemos um sistema novo surgir, e aí eu me pergunto se este sistema vai vigorar. SIM, ele vai. Há público para tudo nesta vida, tem gente que compra até coisa estragada no supermercado, por quê diaxo não alugaria um filme por r$6,90. É isso mesmo! Os aluguéis de filmes mais recentes no excelente e magnífico software da Saraiva custam nada mais nada menos que R$6,90. Seu cliente paga isso na sua locação? Me desculpem a franqueza, mas já vi locadoras em Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro (baixada Fuminense), Santos, Curitiba, Poços de Caldas cobrarem R$4,50 no lançamento. Não me impressionou pela infra-estrutura apresentada pelas lojas e quantidade de mídias disponíveis. Porém, em minha cidade por exemplo, os alugéis não ultrapassam os R$3,50 para o lançamento. Há locadoras aqui que fazem promoção dia sim/dia não de R$2,50 todo o acervo para poder alugar mais cópias.  E o diferencial é e continuará sendo o PREÇO.

Podem me servir um cafezinho pela Web, podem querer me ensinar pela Internet e na própria Universidade, os requisitos que farão com que você escolha qual decisão tomar é o preço. Não é atoa que a INTERNET + BOM PREÇO + ENSINO anda dando um show por esse Brasil. Aliás, Brasil não, pelo mundo. O Ensino de Educação a Distância está em alta desde o início do ano passado, e os motivos são simples. Um curso de Pedagogia presencial custa em média R$500,00 (PUC BH R$687,00), um curso de Pedagogia a Distância sai por apenas R$209,00. Visite http://www.metodista.br/ead/noticia/graduacao  e veja a diversidade de cursos com preços mais que acessíveis.

Enfim, o que quero mostrar é que a fórmula para o sucesso ao meu ver seria a junção de INTERNET + SERVIÇO + PREÇO BAIXO. Não adianta entrar no ramo Tecnológico e ‘meter a faca’ ou ‘enfiar a mão’ como disseram alguns colegas daqui. O serviço da Saraiva é surpreendente sim, terá um número grande de ricos e na minha opinião quase todos políticos deste país aderidos, mas a grande massa da população simplesmente continuará visitando as lojas que tem suas famosas promoções de final de semana, de Carnaval, de Natal, do Dia das Mães e por aí vai. Essas lojas mesmo que quando você vai encontra uma Locadora, Lan House, Sorveteria, Armarinho e etc. Estas continuarão sendo frequentadas pelos que ainda continuam alugando DVD’s. Vamos partir para uma análise mais detalhada e vejamos as imagens a seguir:

imagem2 preço

A Imagem não é bem nítida, mas se repararem bem, os filmes para venda custam R$29,90 e até R$39,90 de lançamentos do ano passado. Ex: ‘Homem de Ferro’ e ‘Transformers’. O título mais novo sendo vendido por R$39,90 é ‘Controle Absoluto’.

imagem2 preço aluguel

Acima a figura mostra os preços dos aluguéis, que variam de R$4,90 à R$6,90 o lançamento. O ÚNICO lançamento disponível no site é ‘Controle Absoluto’.

O que a Saraiva está fazendo, nós já conhecemos, só que em um serviço ainda mais cômodo, pois você já está no sofá, que é da SKY. Os preços são bem próximos, e na SKY, filmes de todas as distribuídoras são oferecidos. Não assustemos se o preço de negócio continuar este.

O que me surpreende é a Paramount, que negociou boa parte de seu acervo à Saraiva. Será qual  a Janela de lançamento entre um filme comprado pela Locadora Física (CD) e um filme disponibilizado no site da Saraiva? Afinal, existe por parte da Warner e Paramount uma janela específica de títulos? Caberia um Boicote devido à esta ação (acho que não!)?, Será que teremos ‘Arn – O Cavaleiro Templário’ e ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’ nas próximas semanas em nossas lojas e também na ‘Saraiva Online’? Questões a serem respondidas.