Bem Vindo à Era PÓS-DVD

15 05 2009

LEIAM COM ATENÇÃO O TEXTO ABAIXO. ELE SE TRATA DO FUTURO DE TODOS NÓS VÍDEO LOCADORES. EM ESPECIAL DESTACAMOS OS TRECHOS QUE ESTÃO EM NEGRITOS PARA SEREM PENSADOS.

Revista EXAME –

‘No início de abril, o filme Crepúsculo chegou às videolocadoras. Bárbara Alessi, de 14 anos, correu para alugar o DVD na maior loja de aluguel de filmes de Concórdia, no extremo oeste de Santa Catarina. Não conseguiu. Teve de enfrentar uma fila de espera de uma semana e meia, que já estava organizada antes mesmo da chegada do disco à cidade. A Cine Vídeo, locadora da qual Bárbara é cliente, comprou dez cópias do filme e nem assim conseguiu evitar as filas. Casos como esse se repetem semanalmente na maioria das 8 000 videolocadoras do país. Afinal de contas a quantidade de DVDs disponíveis para aluguel é limitada. Ou melhor, era. A entrega digital de filmes, que já começa a ganhar corpo nos grandes mercados do exterior, chega ao Brasil neste mês. A varejista Saraiva, dona do terceiro maior site de comércio eletrônico do país, está abrindo uma loja de downloads de filmes. Batizado de Saraiva Digital, o serviço é o primeiro no país a oferecer aluguel ou compra de filmes sob demanda. Com um computador e uma conexão de banda larga, será possível assistir a lançamentos, títulos de catálogo e programas de TV sem precisar ir até a locadora – ou à banca dos camelôs que vendem cópias piratas. O formato MP3 e os downloads legais (e também os ilegais) transformaram para sempre a indústria da música. Agora, o mesmo fenômeno começa a acontecer com os programas de televisão e o cinema. A indústria cinematográfica, um negócio que hoje movimenta 62 bilhões de dólares no mundo, está prestes a vivenciar a maior transformação desde o fim do cinema mudo.

A entrega digital de filmes tem vantagens óbvias sobre os discos. A maior delas é a comodidade. Não é preciso sair de casa nem se preocupar com filmes indisponíveis. Outra diferença fundamental dos serviços de download é o acervo. Por problemas de espaço, uma locadora de médio porte tem a qualquer momento em seu acervo uma média de 4 000 filmes. Num serviço digital, esse limite obviamente deixa de existir. A Saraiva Digital estreia com 700 títulos, mas o plano é crescer a coleção rapidamente para atingir 10 000 títulos em catálogo até o fim do ano. Há também a questão da distribuição geográfica. Embora haja locadoras nos mais remotos cantos do país (muitas vezes alugando filmes piratas), com a internet, a distância deixa de ser um obstáculo para a distribuição de filmes. Finalmente, existe a questão da variedade. Em geral, uma locadora mantém nas prateleiras somente os hits que têm mais procura. Quem está interessado em obras menos conhecidas tem de contar com a sorte – e olhe lá.

Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de serviços de downloads de filmes em operação, o mercado de venda e aluguel de filmes online movimentou 620 milhões de dólares no ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado Screen Digest. Esse número deve triplicar até 2012. Ainda é pouco diante dos 5,5 bilhões do mercado tradicional, mas é o segmento da indústria que mais cresce. O mundo da distribuição digital também é palco das maiores mudanças no tradicional jogo de forças do setor. Considere o caso da indústria da música. Lançada em abril de 2003, a loja virtual iTunes, da Apple, levou menos de seis anos para passar o Wal-Mart e tornar-se a maior vendedora de música dos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, a Apple respondia por 19% das vendas de música no mercado americano, segundo o instituto de pesquisas NPD Group. Além de músicas, a Apple vende filmes e séries de TV e enfrenta a concorrência de empresas como a locadora Netflix, que entrega os DVDs pelo correio e agora tem a opção dos downloads, e a gigante do comércio eletrônico Amazon, com 40 000 títulos à disposição do usuário.

A Saraiva Digital é uma experiência pioneira, e a empresa não se arrisca a fazer previsões sobre o tamanho do mercado. Hoje, só 18% das residências brasileiras têm acesso à internet, e menos da metade dos assinantes conta com uma conexão rápida o suficiente para baixar filmes. Mas a ideia é olhar para o futuro, segundo Marcílio D’Amico Pousada, presidente da Livraria Saraiva, responsável pela iniciativa digital da empresa. “Sabemos que as pessoas vão comprar mais mídias digitais e queremos ser pioneiros nesse modelo que vai fazer parte da vida das pessoas”, diz Pousada. “Temos 95 anos de vida e sempre sobrevivemos antecipando as necessidades dos clientes.” EXAME acompanhou de perto os meses finais da montagem do serviço. Um dos maiores obstáculos foi vencer a burocrática liberação dos grandes estúdios. Inicialmente, apenas Warner Bros e Paramount Pictures farão parte do catálogo, além de distribuidoras independentes. (Com a Apple, a história foi parecida, e em menos de um ano todos os grandes estavam a bordo.) Para fazer marketing, a Saraiva pretende aproveitar a circulação de seu site, que tem 1 milhão de clientes ativos e processa 12 000 pedidos por dia. A empresa escolheu a tecnologia da Microsoft para a codificação e a segurança dos arquivos, e a loja virtual e o sistema de entrega foram desenvolvidos pela Truetech, uma companhia brasileira especializada em vídeos online.

O maior concorrente dos serviços online, não apenas da Saraiva mas em todo o mundo, ainda é o tempo. Embora as conexões de banda larga estejam se tornando o padrão, o meio físico ainda deve ter uma longa sobrevida. “Estimamos mais cinco ou dez anos de crescimento até que o vídeo online sob demanda se torne o líder de vendas”, afirma o vice-presidente de comunicação corporativa da americana Netflix, Steve Swasey. Além dos DVDs atuais, os estúdios de cinema começaram a lançar seus títulos de catálogos no formato Blu-ray, que oferece imagens em alta definição. Mas, apesar da vitória na guerra com o padrão HD-DVD, o Blu-ray pode se tornar um mercado comparativamente pequeno. Existem vários indícios de que o consumidor médio abre mão da qualidade da imagem em nome de um acervo vasto e de acesso imediato. Na cola da Saraiva, outras empresas, como Blockbuster Online, NetMovies e Virtus, já têm planos de lançar ofertas semelhantes. As locadoras de pequeno porte, que já sofreram um golpe com a chegada da rede Blockbuster ao país nos anos 90 (agora parte do grupo B2W), vão ter um novo concorrente, invisível e com espaço infinito nas prateleiras. Mais uma vez, o sucesso da venda de músicas digitais serve de exemplo: tecnicamente, a qualidade do áudio de um CD é superior à de um MP3 – mas as lojas especializadas em música continuam fechando as portas em todo o mundo. Bem-vindo à era pós-DVD.’

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0943/tecnologia/fantastica-fabrica-downloads-469847.html

Bacana né? Pois então. Ao apenas ler a matéria, eu confesso que me assustei pela rapidez com que o processo se deu. Porém, ao entrar no site da tal Saraiva e conferir a novidade, que realmente irá chamar a atenção de muitos, eu me deparei com uma realidade fora dos padrões brasileiros. Por quê afinal a pirataria reina neste país pobre, porém, capitalista. É meio óbvio não? Um país pobre mas consumista deixa para trás qualquer preceito legal de compra e aquisição de bens de consumo. É por isso que até mesmo no Senado, há homens fraudulentos que desrespeitam a honestidade e sua própria honra e roubam os cofres públicos em que estão guardados nosso valioso ICMS retirado de cada cópia de DVD.

Pois bem, se o país quer comprar muito mas não tem dinheiro, então ele dá o jeitinho brasileiro de continuar comprando muito mas gastando pouquinho. É por isso que os shoppings populares vivem lotados, enquanto os shoppings de elite sobram vagas nos estacionamentos e corredores. Já foram no cinema IMAX ? Mais de 60% dos lugares vazios, e a maioria dos ocupantes são gringos que estão de passagem e não querem perder a oportunidade de experimentar algo novo e diferente. Já foram nas salas CINEMARK? Enche sim, quando é dia de promoção, ou até mesmo a maior lotação da sala é composta de estudantes, e mesmo assim, pagar R$17,50 é meio puxado não? Aqui em BH o point são os Shoppings populares com TV’s de Plasma 32 custando R$1.999 e grandes bancas com excelentes acervos de filmes copiados. O que você prefere? Ter uma TV FULL HD em na sala e ver seus filmes que custam r$2,50 cada de mesma qualidade que o Original em seu sofá, ou gastar quase R$100,00 por cada passeio que der com seus 2 filhos ao shopping para ver ‘Madagascar 2’?

Opiniões a parte, vemos um sistema novo surgir, e aí eu me pergunto se este sistema vai vigorar. SIM, ele vai. Há público para tudo nesta vida, tem gente que compra até coisa estragada no supermercado, por quê diaxo não alugaria um filme por r$6,90. É isso mesmo! Os aluguéis de filmes mais recentes no excelente e magnífico software da Saraiva custam nada mais nada menos que R$6,90. Seu cliente paga isso na sua locação? Me desculpem a franqueza, mas já vi locadoras em Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro (baixada Fuminense), Santos, Curitiba, Poços de Caldas cobrarem R$4,50 no lançamento. Não me impressionou pela infra-estrutura apresentada pelas lojas e quantidade de mídias disponíveis. Porém, em minha cidade por exemplo, os alugéis não ultrapassam os R$3,50 para o lançamento. Há locadoras aqui que fazem promoção dia sim/dia não de R$2,50 todo o acervo para poder alugar mais cópias.  E o diferencial é e continuará sendo o PREÇO.

Podem me servir um cafezinho pela Web, podem querer me ensinar pela Internet e na própria Universidade, os requisitos que farão com que você escolha qual decisão tomar é o preço. Não é atoa que a INTERNET + BOM PREÇO + ENSINO anda dando um show por esse Brasil. Aliás, Brasil não, pelo mundo. O Ensino de Educação a Distância está em alta desde o início do ano passado, e os motivos são simples. Um curso de Pedagogia presencial custa em média R$500,00 (PUC BH R$687,00), um curso de Pedagogia a Distância sai por apenas R$209,00. Visite http://www.metodista.br/ead/noticia/graduacao  e veja a diversidade de cursos com preços mais que acessíveis.

Enfim, o que quero mostrar é que a fórmula para o sucesso ao meu ver seria a junção de INTERNET + SERVIÇO + PREÇO BAIXO. Não adianta entrar no ramo Tecnológico e ‘meter a faca’ ou ‘enfiar a mão’ como disseram alguns colegas daqui. O serviço da Saraiva é surpreendente sim, terá um número grande de ricos e na minha opinião quase todos políticos deste país aderidos, mas a grande massa da população simplesmente continuará visitando as lojas que tem suas famosas promoções de final de semana, de Carnaval, de Natal, do Dia das Mães e por aí vai. Essas lojas mesmo que quando você vai encontra uma Locadora, Lan House, Sorveteria, Armarinho e etc. Estas continuarão sendo frequentadas pelos que ainda continuam alugando DVD’s. Vamos partir para uma análise mais detalhada e vejamos as imagens a seguir:

imagem2 preço

A Imagem não é bem nítida, mas se repararem bem, os filmes para venda custam R$29,90 e até R$39,90 de lançamentos do ano passado. Ex: ‘Homem de Ferro’ e ‘Transformers’. O título mais novo sendo vendido por R$39,90 é ‘Controle Absoluto’.

imagem2 preço aluguel

Acima a figura mostra os preços dos aluguéis, que variam de R$4,90 à R$6,90 o lançamento. O ÚNICO lançamento disponível no site é ‘Controle Absoluto’.

O que a Saraiva está fazendo, nós já conhecemos, só que em um serviço ainda mais cômodo, pois você já está no sofá, que é da SKY. Os preços são bem próximos, e na SKY, filmes de todas as distribuídoras são oferecidos. Não assustemos se o preço de negócio continuar este.

O que me surpreende é a Paramount, que negociou boa parte de seu acervo à Saraiva. Será qual  a Janela de lançamento entre um filme comprado pela Locadora Física (CD) e um filme disponibilizado no site da Saraiva? Afinal, existe por parte da Warner e Paramount uma janela específica de títulos? Caberia um Boicote devido à esta ação (acho que não!)?, Será que teremos ‘Arn – O Cavaleiro Templário’ e ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’ nas próximas semanas em nossas lojas e também na ‘Saraiva Online’? Questões a serem respondidas.


Ações

Information

11 responses

15 05 2009
Vasco Alvarenga Mamede

Boa noite! Concordo plenamente com a sua análise! Tanto para a venda como para locação o preço é superior ao da grande maioria das locadoras brasileiras! A SKY cobra R$ 6,90 por filme! Aqui em UberlÂndia-MG, no Cinemais, no Center Shopping, existe um dia de promoção na semana, que é segunda-feira, onde o preço do ingresso é de R$ 2,50. Lota na segunda! Fora de segunda-feira, as salas são frequentadas pela elite. Fora que se você for na segunda-feira, por exemplo, você gastará também, estacionamento, pipoca, refrigerante, pizza, sanduíche, ou seja, mesmo o ingresso à R$ 2,50, você não deixará de gastar em média, menos de R$ 20,00. Para a massacrante maioria da miserável população brasileira, É INVIÁVEL!

Bem, quanto à este tipo de serviço que a Saraiva está inaugurando:

* R$ 6,90 pelo aluguel de um filme que foi lançado no início de Fevereiro/09.

Tudo bem que a pessoa está em casa. Mas, assistir filmes em frente à tela do computador é SINISTRO! É CANSATIVO! A maioria das pessoas, gostam de assistir à um filme confortavelmente! Bem, dirão alguns: “Eu posso conectar o meu notebook ou o meu PC no meu LCD (ou Plasma) e assim deitar no meu sofá!”. Mas qual a parcela da população brasileira que tem LCD ou plasma? E notebook? Vai baratear? Já barateou muito, MAS CONTINUA INACESSÍVEL PARA A GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA! A decisão de escolha, para a maioria da população brasileira é através do PREÇO!

Quanto à venda dos filmes, tenho uma dúvida que se alguém souber, por favor, que me informe:

* NO ATO DA COMPRA DO DOWNLOAD, A SARAIVA IRÁ EMITIR UMA NOTA FISCAL! O CLIENTE TERÁ O FILME EM SEU LAP TOP OU DESKTOP. E SE O CLIENTE QUISER GRAVAR ESTE FILME EM UMA MÍDIA DE DVD? CERTAMENTE ELE IRÁ SE UTILIZAR DE UMA MÍDIA DE COR AZUL ESCURA OU ROXA! E AÍ, COMO ELE VAI DIFERENCIAR DAS MÍDIAS PIRATAS QUE ESTÃO NO MERCADO? PODERÁ SER ACUSADO DE PIRATARIA SE NÃO ESTIVER COM A NOTA FISCAL ATRELADA À MÍDIA! SERÁ ISSO LEGAL? E SE QUEM COMPROU O DOWNLOAD COLOCAR ISSO NUM PEN DRIVE E REPASSAR PARA OUTRAS PESSOAS? AH, ISSO NO BRASIL VAI SER UMA “MÃO” NA RODA PARA OS BANDIDOS PIRATEIROS! PUTZ, VAI É FICAR MAIS FÁCIL PIRATEAR! VAI É FICAR MAIS DIFÍCIL PARA AS LOCADORAS, PRINCIPALMENTE NESTE PAÍS ONDE A IMPUNIDADE REINA! E SE QUEM COMPROU O DOWNLOAD, GRAVAR EM MAIS DE UMA MÍDIA? ISSO É PIRATARIA E VAI É FICAR MAIS FÁCIL PARA OS BANDIDOS! ESTOU ACHANDO QUE A RENTABILIDADE DESTE PRODUTO VAI SER COMPLICADO PARA A SARAIVA!

BEM, VOU PENSAR MAIS NAS IMPLICAÇÕES DESTE NOVO FORMATO DE NEGÓCIO.

15 05 2009
Ricardo Closzer

Junio,
antes de mais nada parabéns por trazer tal assunto para discussão.

O artigo publicado na Revista Exame é muito interessante, pois mais uma vez focaliza o mercado atual de locação de filmes.

Prega mais uma vez, o fim do modelo atual, com que trabalhamos, cuja criação se deu há mais de 25 anos. Onde o cliente loca a mídia física e depois a devolve.

A chamada do título “Bem Vindo à Era Pós-DVD”, não trás novidades.
Tal acontecimento já se dá há tempos, pois não é de agora que se baixa qualquer filme, seriado, software, ou outro tipo de informação. E isso de graça.

A “grande” novidade parece ser mesmo a Saraiva entrar no comércio legal de downloads. Não é a primeira e nem será a última que cobrará por esse serviço.

Na realidade se criou uma nova maneira de se assistir a um filme.
Quando o cliente resolver assistir a um filme, terá várias possibilidades de fazê-lo.
Se preferir o download, poderá inclusive escolher entre não pagar nada, e pagar os R$ 6,90 cobrado pela Saraiva.

Continuo achando que o mercado da locadora física acabou. Estamos na sobrevida já faz pelo menos dois anos. Não há espaço para majoração de preços no nosso negócio. Eu particularmente cobro R$ 5,00 por qualquer filme há mais de cinco anos. Além de não ter aumentado esse preço, já o acho caro, pois o parâmetro é o de não pagar nada, ou o de pagar R$ 2,00 pelo pirata.

É claro que existe a clientela do cinema, da locadora, da SKY, do DVD pirata e a do download. Também vai existir clientela para a Saraiva e para tantas outras que partirão para esse mercado. Porém, a locadora física está cada vez mais tendo que dividir seus clientes. Quando o concorrente do bairro fecha, você praticamente não herda quase que clientela nenhuma. As locadoras vão mesmo rarear.

Não consigo enxergar nem perceber nenhuma razão para achar que o modelo antigo venha a ter sucesso no futuro, como já o teve. Não há como investir na tecnologia Blu-ray, que segundo “O Cara” Wilson Feitosa” da Europa, “já nasceu morta”. O Blu-ray atingirá uma fatia muito pequena do mercado de filmes para locação. E os filmes lançados em Rental (DVD ou Blu-ray), quando comprados por R$ 100,00 propiciam um rendimento muito baixo. Demorado demais. Uma outra dificuldade pela qual passamos é a depreciação rápida de nosso acervo.

Se paramos para pensar, e imaginar como estará nosso mercado daqui a curtíssimos cinco anos (4, 3, talvez 2 anos), encontraremos lá: as bancas de jornais, as padarias, bares, restaurantes e farmácias. Lojas dos mais variados tipos de comércio. Encontraremos inclusive os cinemas exibindo os mais fantásticos filmes.

É claro que no futuro existirão algumas locadoras, como ainda existem os sebos, e lojas de antiguidades.

O que propicia a sobrevida nas lojas ainda hoje, são os aluguéis dos filmes de catálogo e os lançamentos comprados com preço de Varejo. Os lançamentos de R$ 100,00 só servem mesmo para “manter o padrão” da loja.

O título está mesmo correto. A era é Pós-DVD, só que já faz tempo.

15 05 2009
Wahlter

Será que houve uma parceria com os fornecedores nos moldes do ‘revenue sharing’?. Mas acredito que, entre pagar para queimar um DVD e fazê-lo de graça (downloads ilegais que pipocam por aí) qual será a opção da maioria dos internautas? Outro problema que o sistema enfrentará, será quanto às janelas entre cinema e home video. O usuário alvo é aquele que entende um pouquinho de internet para executar o dowload e conhecer as maneiras de assistí-lo com qualidade. Mas este usuário já está cansado de saber que diariamente ‘pipocam’ gratuitamente na internet, filmes que acabaram de serem lançados no cinema. Sobrará as ‘migalhas’ para a Saraiva. Da maneira que está, não vejo tanto problemas para nós, videolocadores. O maior concorrente desse sistema será as TV’s por assinatura, que operam no pay-per-view. Acho que daqui a 10 anos, este sistema ainda estará engatinhando no Brasil. Entre um sistema e outro, como videolocadora, eu apostaria ainda no blu-ray. Só uma mudança radical nas janelas entre cinema e home video (lançamentos simultaneos) é que iria decretar o sucesso desse Saraiva Digiral. No mais, é ficar atento às mudanças de comportamento das distribuidoras e nas facilidades que poderão oferecer à Saraiva visando uma alavancagem desse sistema de locação.

16 05 2009
Talau

No inicio da criacao da ABV (Ass. Brasileira de Videolocadoras), um dos topicos mais discutidos, e defendido por mim, e por outros membros, era justamente o “posicionamento” do nosso mercado, perante as novas formas de distribuição de conteudo.
A 2 anos atras (ou mais ainda), já tinhamos algumas informacoes que isso que a Saraiva esta fazendo, seria implementado. Inclusive, inocentes colegas de mercado, achavam que as locadoras seriam as escolhidas para disponibilizar tal forma de distribuiçao. Muito se falou que os grandes não deixariam isso para pequenos. Teve ate executivo do mercado de distribuidoras, ficando em cima do muro, em entrevista a revista especializada no mercado, quando indagado sobre isso. O referido entrevistado deixo em aberto a possibilidade de repassar seu conteudo para locadoras disponibilizarem o mesmo, via internet.
Na epoca, as locadoras respondiam por mais de 50% do faturamento dos filmes no Brasil (acho que ja perdemos um pouco desse mercado), e entre as inumeras questoes levantadas pela ABV, era a “janela” dos filmes. Mais infelizmente, nunca fomos escutados, pois o mercado focou o “preço” como principal objetivo.
Ainda temos força. Ainda temos uma fatia do mercado consideravel. Ou conseguimos, atraves de uma associacao forte, posicionar as locadoras nessa (s) nova (s) realidade (s) , ou de fato, seremos o “sebo” do futuro.
Quando falo em posicionar as locadoras, quero dizer que, devemos brigar para sermos a segunda na linha de distribuiçao, com uma janela pequena em relacao ao cinema.
As formas de distribuicao que hoje conhecemos, serão divididas em muitas, como Celular 3G, Tv a Cabo, Internet, e tambem via “rede eletrica” e tantas outras que iram surgir.
Se deixarmos essa oportunidade passar, em breve estaremos disputando um filme com a tv aberta, pois todos esses novos mercados, iram solicitar uma “ajuda” para se instalarem, e adivinhem nas costas de quem sera “debitada” essa ajuda???
Os distribuidores nao brigam com o cinema, alguem sabe o motivo?

Abraços
Talau

16 05 2009
bruno

Olá pessoal.
É isso ai, os tempos mudam e temos que mudar…
é uma questão de tempo esse formato de vídeo locadora física, no meu caso ainda posso “ficar mais tranquilo” pq é uma cidade pequena onde algumas tecnologias demoram mais a chegar, além das condições sócio-econômicas da população…

Diante todas essas modificações que vemos no dia, em jornais, revistas, enfim, temos que pensar em mudanças, bom, pelo menos penso eu. Sejam mudanças de ramo (seguindo com locadora + outra meio de renda), ou até mesmo arriscar mais com vídeo locadora, neste caso com a locação on-line e física com entregas a domicílio, qualidades nos produtos e serviços e outras formas que trazem ao cliente um diferencial em relação a todos os concorrentes legais e ilegais.
O que fazer ?? Grande parte de nós do ramo não sabemos, vale arriscar, pelo menos eu acho.

As mudanças estão ai e quem não se adequar e antecipar a elas não sobreviverá em um mercado tãoooo competitivo.

Abraços a todos e como disse “talau” logo acima, temos de nos unir e cobrar mudanças, pq qualquer “ajuda” é muito bem vinda!

Bruno

16 05 2009
Wahlter

Gostaria de complementar meus comentários anteriores, citando que a reportagem foi feliz em fazer a comparação entre a capacidade de gerar locações entre os dois sistemas (tradicional e ‘on demand’). Só que não menciona qual o custo que cada sistema tem para gerar uma mesma locação. O nosso é muito alto. Acreditando que a Saraiva trabalha nos moldes do ‘revenue sharing’ (sem o qual esse sistema seria totalmente inviável), a capacidade que eles terão de gerar uma locação será infinitamente maior que a nossa, pois os custos e riscos que terão serão infinitamente inferiores ao nosso ao adquirirmos uma cópia rental, que beiram os abusivos R$ 100,00. (aqui os distribuidores tentam justificar o alto preço do rental, em virtude do custo de produção e distribuição. Mas são desmentidos, tendo em vista a postura da Warner, que distribui seus ótimos títulos a preços adequados ao mercado)
Citando o nosso amigo Talau, eu diria que se mantemos ainda a segunda posição na cadeia de distribuição de filmes, é porque ainda somos responsáveis pela maior fatia do bolo do faturamento dos distribuidores. Eles (os distribuidores) estão ainda testando este novo sistema, mas o processo de substituição já começou e num futuro próximo seremos descartados.

17 05 2009
Renato Rocha

Vamos ficar de olho, caso as distribuidoras liberarem filmes rental neste novo formato, juntamos as videos locadoras do brasil todo e fazemos boicote à elas. As distribuidores tem que mais respeito pelo ramo de locação de video, todos sabem que o faturamento obtido através de vendas de filmes rental para locadora se obtem um faturamento respeitável. VAMOS FICAR DE OLHO…

17 05 2009
Flávio Alves Oliveira

Olá amigos,

Sempre tive um sonho de abrir uma videolocadora. Após muitos anos pensando, tomei a decisão e a exatos 11 meses estou no balcão. Quero começar dizendo que o mercado de videolocadora é um mercado como outro qualquer, concorrências leais e desleais. Num país de dimensões continentais e costumes extremamentes regionalizados não poderia ser diferente. As leis infelizmente não são obedecidas como deveria. Os males que nos assolam são muitos, pirataria, dowloand, etc…
Quanto ao futuro do mercado, acho engraçado as pessoas falarem que isso ou aquilo vai acabar com ele. Discordo. A evolução natural das coisas existe realmente, e por as locadoras não evoluem? Simples! Falta de agressividade no mercado. Todos sabemos que o maior patrimonio da locadora é o cliente. Temos inumeras oportunidades de aproveitá-lo comercialmente. Exemplo: PARCERIAS. Podemos implantar uma gama de serviços e venda de produtos dentro das locadoras. Parceiros não faltam. Qual o comercio que vocês conhecem que tem fluxo de pessoas constante cujo custo para tal é baixo como o de uma videolocadora? Podemos vender midias virgens, pequenos produtos eletrônicos, xerox, plastificação, produtos de escritórios. E mais podemos e devemos vender produtos superfulos através de gondolas (veja exemplo da americana express). O mercado é dinâmico e cada locador deve encontrar seu nicho. Podemos criar cooperativas de compras e baratear nossos custos. Comecem com 02, 03 locadoras, mas comecem. Sejam agressivos. Se as empresas maiores vendem muito, todos nós (locadores) em bloco também o fazemos. Existe outro problema a ser encarado. Pessoas que resolvem abrir uma videolocadora pequena (acervo de 1.000 dvds ou menos ainda) estrutura ineficiente e cara). O mercado é seletivo. Aqui na minha cidade só ví uma locadora fechar, mas o mercado aqui é prá valer. Se montar mal montado´tá ferrado. Os empresários devem ter em mente, que videolocadora é um negócio como outro qualquer, requer estudo de mercado, localização, análise fria de custos de funcionamento e perpesctiva de abocanhar certa fatia do mercado. Acho legal a “tabela” uma locadora para cada 10.000 habitantes. Negócio bem focado, bem tocado (chega de abrir locadora pra mulher tomar conta) e que seja a atividade principal, tenha suporte mínimo de funcionamento (INCRÍVEL: MAS TEM LOCADORA SEM TV), vai dar certo, em qualquer negócio temos que matar um leão por dia. Neste não vai ser diferente. É preciso que os donos de locadoras passem a acreditar neles mesmos. Quanto ao futuro, concordo com um comentário feito aqui. o preço ainda é fundamental. Locação cara não rola, seja física ou digital. As tecnologias que estão lá fora irão esbarrar na pequena renda da população. Não se esqueçam de que 11.000.000 de familias recebem bolsa família. A pirataria existe por que o preço é alto. Combatam esta atividade, reclamem pra polícia, para as autoridades constituidas a nível de município. Mas acima de tudo acreditem no seu negócio e lutem pelos seus clientes. Façam a diferença. Irei nos próximos 02 meses abrir minha 2ª video locadora. Não tenho dúvidas sobre o mercado. Só tem um detalhe: TRABALHO DE 09:00 ÀS 21:00 ATRÁS DO MEU BALCÃO. Não deixo por conta de ninguém. Faço pesquisa de preço diariamente. Acato as opiniões dos meus clientes sempre. Costumo dizer que o proprietário da locadoras são os clientes e eles gentilmente me emprestam a loja para que eu ganhe o meu dinheiro.

Abraços!

Flávio Alves Oliveira
MEGAVIDEO – Paracatu – MG

18 05 2009
Rafael

Ótima contribuição, vamos ficar atento ao mercado, mas essa acho que vai demorar a vingar.

21 05 2009
Marcos

As Distribuidoras não precisarão de intermediários para colocar seus filmes na internet.

29 05 2009
Renato

Concordo com o Flávio. Estamos no ramo a exatos 20 meses e não tenho do que me queixar… Pegamos uma locadora praticamente falida, reerguemos e não paramos mais de superar o faturamento de meses anteriores…

Qual o segredo? Primeiro tratar bem seu cliente… Atendimento diferenciado… Oferecer ao cliente muita regalia (locação on line, entrega a domicílio, sugerir bons filmes, informativo por e-mail, etc…). Segundo, saber comprar filme. O dono de videolocadora deve estar muito ligado ao seu público e não investir em filmes que não terão retorno.

Locamos super lançamentos a R$ 3,00 e é disso que o povo gosta!!! Locando 4 filmes ou mais o cliente não paga taxa de entrega (que é só 1,50 por corrida). Completando 10 locações o 11º é de graça e por aí vai.

Assim, o cliente sempre será seu independente do que vê ao seu redor. O mercado é muito grande e existe lugar pra todos…

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: