O Nevoeiro (The Mist)

3 10 2008

Sensacional! Fantástico! Espetacular!

Calma! É só a minha opinião sobre o mais novo filme baseado em mais uma nova obra de Stephen King.

“Que filmasso!”

“Meu Deus!”

“Não acredito nisso”

“Gente, coitado!”

“Esse eu quero ver de novo!”

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As frases entre aspas foram reproduzidas aqui e são de autoria de pessoas desconhecidas, boa parte delas estavam na fileira da frente onde eu estava sentado.

Já cheguei a comentar por aqui mesmo no site a fama de Stephen King e suas adaptações. Literalmente, suas opbras são genuínas, porém quando transpassadas para as telonas se tornam verdadeiros fiascos. “O Apanhador de Sonhos” é uma exceção clara, um filme contundente e intrigante. Outro que entra agora para a lista de bons filmes baseados na obra do consagrado autor é “O Nevoeiro”.

https://i2.wp.com/media.canada.com/5bd68867-954f-4ea6-b165-b4b7a6c4840a/071122mist.jpg

Como foi bom ficar 2 horas sentado na poltrona do cinema. Como foi bom ver um filme tão emocionante. Como foi bom saber também que o DVD chegará em minha loja já no dia 15 de Outubro. O filme é simplesmente único, e eu, que sou fã dos gêneros de filmes monstruosos, Pré-Históricos e com dinossauros, apaixonei por mais este que segue a mesma linha. As pitadas de TERROR literalmente são oferecidas ao público a cada 10 minutos de exibição, fazendo com que o filme nos deixe sufocados diante de tanta coisa acontecendo e sendo descoberta. Já o SUSPENSE, em peso durante o filme inteiro, é o que nos faz virar de um lado à outro da poltrona, cruzar e descruzar as pernas toda hora, roer unhas, ficar impressionado com as cenas e dar algumas risadas irônicas. O suspense enganou à todos, pois este não é ponto chave do filme, mas sim um novo elemento que surge nos primeiros minutos do longa, quando o amor pelo próximo e a ajuda mútua vai sendo desencapada dos personagens.

O cinema ficou pequeno para tanto barulho, tantos gritos e atuações dos personagens, especialmente do personagem principal, um pai de família adorado pela esposa e filho. Um pai de família, que tal como Kevin Bacon no papel do pai desesperado em “Sentença de Morte” (também da Paris Filmes), procura uma forma de resolver o problema em questão. Mas nem sempre a solução se torna a solução.

O novo elemento que surge e personifica o personagem principal fez algumas pessoas ficarem impressionadas. Foi incrível mesmo sair do cinema e ver muitas, muitas pessoas mesmo elogiando o filme. Eu, fiquei só escutando tudo, mas lancei um leve: “Meu Deus eu não acredito!”, seguido de alguns palavrões bem feios. Um amigo que entende muito de filme, cinéfilo de natureza e que me chamou para assistir ao título no cinema, ficou simplesmente sem palavras ao término do filme, nós dois saímos calados, como quem nem pudesse falar alguma coisa. O interesse deste meu amigo em assistir “O Nevoeiro” se deu justamente por ouvir muitos, muitos e muitos comentários de que a obra não era boa, aliás, que seria péssima. Mas foi provado a nós dois, e pelo visto á quase todos do cinema que esta opinião não é a mais sensata.

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Se compararmos este filme com “Fim dos Tempos”, já que ambos tem no fundo no fundo algo em comum, “O Nevoeiro” tira de letra o filme de Mark Walberg. Como relatou este meu amigo,  os filmes de Stephen King estão aí para serem pensados, e deles tirados uma idéia sensata de um ato, ou consequência deste. Já M. Night. Shyamalan faz seus filmes em torno da psicologia de um personagem, ou de um pequeno grupo, como foi constatado em “A Vila”, “A Dama na Água”, O Sexto Sentido” e também “Fim dos Tempos”. Este último, que generaliza tudo só pelo título, se foca em situações decorrentes de um só indivíduo. Já “O Nevoeiro” descreve a trajetória de diferentes pessoas, com diferentes pontos de vista em meio à uma mesma situação. Somos convidados a embarcar em uma viagem tenebrosa de um mundo desconhecido pelo homem, e não só pelo personagem principal. Os fatos constatados e muito bem retratados no filme, são de se chocar qualquer um, e não só aquele homenzinho com o rosto na capa do filme.

Os diálogos são tão bem explorados pelo diretor Frank Darabont, que não chegamos a ficar cansados das informações a serem dadas à nós, e diga-se de passagem são de plena necessidade. Vale lembrar também, que este mesmo diretor é o responsável também pelas adaptações “A Espera de um Milagre” e “Um Sonho de Liberdade”. Voltando ao assunto, há momentos em que os personagens se comunicam durante minutos e minutos, e o texto é complexo, mas inteligente. O filme não tem situações forçadas, a serem sempre vistas em filmes deste gênero. Muito pelo contrário, quem tem que morrer morre logo, sem tropeços ou escorregãos, e quem tem que viver, se mostra apto a fazer de tudo para se salvar.

Nem tenho mais o que dizer, já estou babando o ovo demais deste filme, mas olha, ele faz meu gênero, e conseguiu juntar dois dos melhores elementos que o cinema já ofereceu: O Drama e a Ficção.

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Ações

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3 responses

3 10 2008
Gilson Weyne

Junio, eu até gostei do “O Nevoeiro”, conheço pessoas que adoraram e outras que odiaram. O filme tem uma tensão psicológica muito boa, de você se ver dentro daquela redoma de vidro que é o supermercado, sem proteção alguma e sem saber o que há lá fora, o nevoeiro limitando sua visão passa uma sensação de ansiedade, de angústia. Ficar ali indefeso sabendo que a qualquer hora pode ser morto por sabe-se lá o que…

E aquela fanática religiosa maluca vivida pela Marcia Gay Harden está perfeita. No começo todos a viam como uma louca, mas aos poucos ela vai conquistando uma legião de seguidores com suas profecias apocalipticas.

O ponto ruin do filme pra mim (e MUITO ruin) foram os “efeitos especiais”. A computação usada naquelas criaturas ficou extremamente grosseira, beirando o ridículo, digno dos filmes Mockbuster produzido pela The Asylum.

Não me arrisquei a comprar este filme agora, vou deixar pra pegar semi-novo mais barato.

3 10 2008
Ibertson

É um excelente filme e agora que entrou em cartaz no cinema daqui, mas já vi ele por outro meios, se é que me entende hehehehe.
Mais uma excelente adaptação de uma obra de King por Darabont.

4 10 2008
Junio Rocha

Gilson: kkkkkkkkk meu amigo, entendo 100% sua iniciativa de adquirí-lo semi-novo. Eu só não faço o mesmo pois estou precisando de alguns títulos de peso nas minhas prateleiras em Outubro, entende? Caso contrário, mesmo adorando o filme todo, eu o compraria também semi-novo. 🙂

Quanto aos efeitos, não achei muito muito muito ruim, somente os da primeira aparição dos tentáculos que mataram o empacotador. O restante foi até relevante.

Iberston: haha te entendo, mas ao mesmo tempo não. Enfim hehe
O filme é legal mesmo cara, e tal como “Cloverfield” e “Acroos teh Universe” que apaixonei, não me segurei emc omprar Rental. rs…

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