Samuel L. Jackson fez bem. O ator em papel de malvado enrustido no Suspense “Lakeview Terrace” conseguiu convencer. O cara só não é mais chato porquê não está mexendo conosco, pois eu, no lugar do vizinho de Abel, personagen de Jackson, já teria perdido a cabeça.

A história é leve. Jackson interpreta um Policial cabeça dura, que vive com suas angústias por ter perdido sua mulher e ter ficado por conta de criar os dois filhos. É claro que o quarentão gostaria de ter outra vida, mais divertida, ao invés de ter que ensinar os “modos” principalmente à sua filhinha adolescente em crise. Certo dia, um novo casal chega ao Condado, e passam a morar na casa ao lado de Abel.
A relação dos personagens começa tensa, quando luzes de segurança partindo da casa de Abel começam a atormentar o sono do novo casal recém-chegado. Buscando solucionar o problema, Chris, personagem de Patrick Wilson (Ao Entardecer), tenta convencer Abel de desligar as luzes, o vizinho deixa de lado as boas vindas e retruca com insultos e ironias, deixando clara sua posição preconceituosa quanto ao relacionamento inter-racial.

A partir daí, a relação irônica (literalmente) dos dois começa a ficar cada vez mais conturbada. Como quase todo filme Policial sempre conhecemos o tira corrupto, neste filme não é diferente. Há alguém que se diz ser um, e na verdade é outro. E é aí que o filme se concentra, na bipolaridade do personagem principal. E não pensem que estou contando o fim do filme, pois não estou. A cena final é legal, e dá um desfecho digno ao longa. Mas confesso ter ficado entediado em meio à farpas daqui e falas intimidadoras de lá. Contudo, vale a pena!
* Antes de Patrick Wilson, o ator Ashton Kutcher (Efeito Borboleta) foi cogitado para o papel.
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